terça-feira, 7 de setembro de 2010

PEDRO BANDEIRA

PEDRO BANDEIRA
UM POUCO SOBRE O AUTOR

Nascido em Santos, São Paulo, em 1942, Pedro Bandeira mudou-
se para a cidade de São Paulo em 1961. Trabalhou em teatro
profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e
ator de comerciais de televisão. A partir de 1983 tornou-se exclusivamente
escritor. Sua obra, direcionada a crianças e jovens, reúne
contos, poemas e narrativas de diversos gêneros. Entre elas, estão:
É proibido miar, Malasaventuras — safadezas do Malasarte,
O fantástico mistério de Feiurinha, Cavalgando o arco-íris, O mistério
da fábrica de livros, Pântano de sangue, Anjo da morte, A
droga do amor, Agora estou sozinha..., A droga da obediência,
Droga de americana! e A marca de uma lágrima. Recebeu vários
prêmios, como Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e Altamente Recomendável,
da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

RESENHA
“Prestem atenção no que eu digo,
pois eu não falo por mal:
os muito adultos que me perdoem,
mas infância é sensacional!”
Vocês já esqueceram, eu sei.
Por isso eu vou lhes lembrar:
pra que ver por cima do muro,
se é mais gostoso escalar?”
Será que alguém já se esqueceu de como é gostoso ser criança?
Criança que é um soldado corajoso na defesa nacional, que
não tem medo de injeção, muito menos de hospital! Criança que
quer a vida até o fundo, que quer aprender o mundo, que tem
de conviver com a insensatez dos adultos, que reconhece seus
pequenos erros, que reflete sobre brancos e negros, que questiona:
por que tudo neste mundo é feito para complicar? Enfim,
criança que tem vontade de dizer: mais respeito, eu sou criança!

COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA

Esta deliciosa antologia é dividida em três partes: “Eu comigo
mesmo”, em que a criança filosofa sobre seu próprio comportamento
e sentimentos; “Eu e os outros”, em que ela fala de suas
relações com os que a rodeiam, o pai, a mãe, o gatinho, o vizinho;
e “Eu e o que penso”, em que diz o que pensa sobre uma
série de assuntos importantes para ela: os dois lados da minhoca,
os números, as letras. Todos esses poemas, além de incentivarem
um processo de criação artística, propiciam um profícuo debate
sobre temas significativos para todos: o erro, o preconceito, a
questão da identidade, das expectativas com o futuro, os sonhos
e muitos outros.

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Educação Artística

Temas Transversais: Ética, Pluralidade cultural, Meio ambiente

Público-alvo: Leitor fluente

PROPOSTAS DE ATIVIDADES

Antes da leitura:
1. Mostre à classe a capa do livro. Pergunte-lhes o que imaginam
que vão ler. Promova um debate sobre o conteúdo da frase: “Mais
respeito, eu sou criança!”. Eles se sentem desrespeitados às vezes?
Quando?
2. Observem juntos as ilustrações que compõem o livro para que
eles descubram que apenas três são compostas por silhuetas em
preto. Antecipe-lhes a subdivisão do sumário para que percebam
que essas ilustrações diferentes introduzem cada uma dessas partes.
A partir das imagens e do subtítulo, peça que explicitem as
expectativas que têm a respeito do conteúdo dos poemas.
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Durante a leitura:
1. Peça que, durante a leitura dos poemas, verifiquem se as hipóteses
levantadas a respeito dos assuntos abordados em cada uma
das partes se confirmam.
2. Enquanto lêem os poemas, proponha que observem as ilustrações
para ver se reforçam o que o poema diz ou se elas sugerem
coisas diferentes.
3. Muitas vezes o leitor se identifica com um personagem de uma
história ou com alguma passagem que toca sua alma. Sugira que
pensem se alguma situação tratada nos poemas tem alguma coisa
em comum com sentimentos que já tenham experimentado
ou experiências que já tenham vivido.
Depois da leitura:
1. Muitas das situações descritas nos poemas são familiares às
crianças. Uma delas, por exemplo, é a do poema “Grande ou
pequeno?” Pergunte quem se sentiu retratado ali de alguma
forma e sugira que escrevam uma lista de coisas para as quais
eles são considerados grandes demais pelos adultos e uma
outra lista de coisas para as quais são considerados pequenos
demais.
2. Na última estrofe de “Não tenho medo de nada”, o personagem
diz:
“Mas eu só tenho coragem
quando estou na minha casa
bem seguro, aconchegado
no colinho da mamãe...”
Será que a personagem não tem medo de nada mesmo? Claro
que tem! Todo mundo tem medo.
Que tal descobrir de que têm medo as crianças e de que têm
medo os adultos? Será que os medos são diferentes ou iguais?
Depois de realizar a pesquisa, é só confrontar os resultados.
3. Releia com eles o poema “Os meus errinhos” e discuta: Quem
admite que já errou alguma vez? Nem sempre é fácil reconhecer
os próprios erros. Peça que escrevam um pequeno texto sobre
isso e que escolham para finalizá-lo uma das idéias apresentadas
em uma das estrofes do poema, mas escrita em prosa.
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4. “Se alguém pensasse em mim,
soubesse que sou gente.
Falasse do que eu penso,
lembrasse do que eu faço,
pensasse no que eu faço,
soubesse por que me calo!”
Proponha que escrevam um texto (pode ser em versos) sobre si mesmos,
tentando responder às perguntas implícitas da estrofe acima.
5. Anairam é Mariana de trás para frente, diz o poema “A menina
Mariana”. Desafie-os a falarem seus nomes ao contrário. Algum
dos nomes permaneceram os mesmos? Por exemplo, ANA
ou ADA. Quando uma palavra ou expressão, ao serem lidas ao
contrário, permanecem iguais são chamadas de palíndromos. Será
que alguém conhece algum palíndromo? Exemplos de
palíndromos: ANILINA, OVO, LUZ AZUL, A TIRA DA RITA.
6. Em “Meus presentes de Natal”, o menino imagina presentes
muito especiais. Peça à classe que faça uma lista de presentes,
não daquilo que gostariam de ganhar, mas do que dariam à família
e aos amigos se fossem o Papai-Noel.
7. Pergunte-lhes se entenderam por que a mãe odeia a letra B
(“Minha mãe odeia o B”). Proponha-lhes que recriem o poema
trocando o B pelo C ou por outra letra. Por exemplo:
Se tem compota para o lanche,
ela sempre diz que não.
Se tem caramelo ou chocolate,
tem a mesma reação. (cajuzinho, cocada, creme de leite, ...)
8. Em “Perdeu-se um gatinho”, a menina diz que vai pendurar
uma faixa para encontrá-lo. Peça que eles escrevam o modelo
para essa faixa. Essa é uma prática bastante freqüente e parece
que bem-sucedida: um número grande de pessoas encontra seus
animais de estimação. Alguém conhece alguém que já fez isso?
9. O poema “É tudo tão complicado!” traz uma temática que
ficou muito famosa com o conto de Monteiro Lobato, Américo
Pisca-Pisca. Ele também queria reformar o mundo. Leia o conto
para a classe e depois peça que escrevam sobre aquilo que gostariam
de modificar se fossem os donos do mundo.
10. Façam um levantamento de todas as palavras que se transformam
em outras com um H, no poema “Maluquices do H”.
Desafie-os a encontrar outras (rola/rolha, mola/molha, pala/palha,
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cala/calha, etc.). No embalo, que tal criar as maluquices da
cedilha que faz um “cocar” se “coçar” ou as maluquices do RR
que faz o carinho virar brinquedo?
11. Aproveite o poema “Quem sempre foi sempre será” para esclarecer
dúvidas quanto ao uso do -ão e do -am. Aqui fica bem claro
que o -ão é tônico, o -am, não. Que -ão indica futuro e -am, não.
Peça que preencham uma tabela, por exemplo, e assim por diante.
O que fizeram O que farão
no passado no futuro
Os linguarudos
Os políticos
Os ladrões
Os exemplos apresentados não são nada ingênuos e contêm uma
crítica bem “ardida”. Discuta com seus alunos se não pode haver
mudanças, pois se você aprende a lição, no futuro não o enganarão.
LEIA MAIS...
1. DO MESMO AUTOR
• Cavalgando o arco-íris — Editora Moderna, São Paulo
• Rosaflor e a Moura Torta — Editora Moderna, São Paulo
• Pequeno pode tudo — Editora Moderna, São Paulo
• Por enquanto eu sou pequeno — Editora Moderna, São Paulo
• Velhinho entalado na chaminé — Editora FTD, São Paulo
• É proibido miar — Editora Moderna, São Paulo
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Declaração universal do moleque invocado — Editora Cosac
& Naify, São Paulo
3. SOBRE O MESMO GÊNERO
• Cantigamente — Léo Cunha, Ediouro, Rio de Janeiro
• Amigos do peito — Cláudio Thebas, Editora Formato, Belo
Horizonte

extraido da editora moderna

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